sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ex-ditador do Panamá processa produtora do game 'Call of Duty'


Manuel Noriega acusa Activision de explorar sua imagem em 'Black Ops II'.

Manuel Antonio Noriega, ex-ditador do Panamá, está processando a produtora Activision por retratá-lo como um "sequestrador, assassino e inimigo do estado" no game de tiro "Call of Duty: Black Ops II", lançado em 2012.
Noriega aparece no jogo durante a missão "Suffer with me". A princípio, ele auxilia os personagens Mason e Woods na caçada ao antagonista Raul Melendez, mas logo trai a dupla de militares.
Na ação judicial, reportada pelo site Courthouse News Service, Noriega acusa a Activision pelo "abuso descarado, a exploração ilegal e a apropriação indevida" de sua imagem, e diz que sua retratação dentro do game, além de inapropriada, ajudou a empresa a lucrar mais.

"Na tentativa de aumentar a popularidade e o lucro gerado por 'Black Ops II', os réus usaram, sem autorização ou consenso, a imagem e a semelhança do queixoso", diz a ação. "O queixoso foi retratado como um antagonista e o culpado por numerosos e fictícios crimes hediondos (...) Isso permitiu que os réus recebessem lucros que, de outra forma, não receberiam".
Manuel Noriega, de 80 anos, atualmente cumpre pena no Panamá por crimes cometidos durante seu regime, segundo a BBC. Noriega também trabalhou como informante da CIA durante a década de 1980. Ele foi capturado pelos Estados Unidos em 1989.

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